As autoridades da Polícia Civil de São Paulo capturaram um indivíduo na noite de quinta-feira (3) por suposta participação em uma invasão cibernética à organização de tecnologia C&M Software, delito que veio à tona no último dia de quarta-feira (2). Os dados foram fornecidos pelo G1.
A violação cibernética transferiu grandes somas financeiras da empresa, que facilita a conexão entre bancos e entidades financeiras com o sistema Pix do Banco Central. A quantia desviada, ainda não confirmada pelas autoridades, pode atingir US$ 1 bilhão.
Conforme investigações do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o indivíduo detido, João Nazareno Roque, trabalha para a companhia de tecnologia C&M, que presta serviços à BMP, uma organização financeira. Uma conta com R$ 270 milhões foi utilizada para receber o dinheiro desviado e já foi bloqueada. O inquérito examina a eventual participação de outros indivíduos.
MXRF11 Anuncia Dividendos de R$ 0,10 por Cota em Julho: Detalhes e Perspectivas dos FIIs
Polícia Civil Confirma Maior Roubo da História do Brasil com Ajuda de Informação Interna em Ataque HackerRoque possuía acesso, via seu dispositivo de trabalho, ao sistema bancário empregado pelos hackers no ataque. Leia mais sobre o incidente neste link. Ele foi detido na região de City Jaraguá, na Zona Norte de São Paulo.
Invasão cibernética à C&M: Recapitulando o caso
O ciberataque que afetou pelo menos seis bancos gerou agitação no mercado financeiro no último dia de quarta-feira.
A companhia atua como prestadora de serviços bancários (bank as a service, ou BaaS) de tecnologia para instituições que oferecem contas internacionais e não possuem infraestrutura própria de conexão.
Sendo assim, o Banco Central determinou a interrupção do acesso da C&M Software às instituições operadas pela empresa. O sistema foi restabelecido na quinta-feira anterior.
Informações obtidas pela equipe de criptomoedas do Money Times, o , indicam um aumento substancial no volume de transações em corretoras e plataformas de criptomoedas, sugerindo que o montante foi convertido em ativos digitais.
Por ora, não há confirmação sobre o valor total recuperado. Fontes ligadas ao caso informaram ao Seu Dinheiro que a BMP conseguiu recuperar aproximadamente R$ 150 milhões graças ao MED (Mecanismo Especial de Devolução), que possibilita a reversão de transações feitas via Pix.
Fonte: Money Times
