Projeções do Bradesco Asset para a Economia Brasileira: Inflação a 5,3% e Selic a 14,75%

O Bradesco Asset Management atualizou sua estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 para 5,3% em vez de 5,4%.

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O principal economista da instituição, Marcelo de Toledo, e sua equipe afirmam que a descida de valores de commodities, especialmente energéticas, resultou em um cenário mais favorável para a inflação.

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"Apesar de ter sido desencadeado pelo debate tarifário nos Estados Unidos, a percepção de um aumento na oferta de petróleo ajudou a manter os preços mais baixos, mesmo com os avanços nas negociações sobre tarifas", declaram.

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Além disso, os dados atuais do IPCA sustentam a ideia de que o ápice do índice já passou, embora permaneça em um patamar elevado, com núcleos oscilando em aproximadamente 6%.

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Os economistas afirmam que os núcleos da inflação devem continuar sendo monitorados nos próximos meses, apesar de uma pequena tendência de desaceleração.

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Eles ressaltam, no entanto, que este contexto "um pouco mais favorável" não será o bastante para vencer as discussões relacionadas à atividade econômica, já que há a expectativa de que o hiato do produto se mantenha em terreno positivo.

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"Juntamente com expectativas de inflação instáveis, a inflação em 2026 continuaria sob pressão", reiteram ao manter a projeção de 4,7% para o próximo ano.

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Produto Interno Bruto (PIB) e Selic

O Bradesco Asset prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 2,0% em 2025.

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Os economistas enfatizam que os indicadores de atividade no primeiro trimestre demonstraram um crescimento "forte" de 1,4%, mesmo sem considerar o setor agropecuário. Além disso, o mercado de trabalho permanece sólido, com aumentos reais de salários, e os empréstimos desacelerando lentamente.

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"Acreditamos que a desaceleração não seguirá um padrão linear, com uma moderação mais evidente da atividade ocorrendo apenas no segundo semestre", explicam.

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"Vale ressaltar que, apesar dos efeitos restritivos da política monetária, a desaceleração do crédito será menos abrupta devido à nova forma de crédito consignado privado e à promoção de financiamentos imobiliários".

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Em relação à política monetária, Toledo e sua equipe afirmam que a estabilidade da inflação atual, das expectativas e o argumento sobre o atraso na política monetária ainda apoiam a manutenção da taxa de juros no próximo encontro. Isso indicaria o término do ciclo de ajustes.

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Por outro lado, a resistência da atividade econômica, aliada aos novos estímulos fiscais, parafiscais e creditícios programados para os próximos 18 meses, reforçam a ideia de que o período de manutenção da taxa de juros será prolongado.

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"O Copom precisará observar uma redução mais eficaz na inflação atual e indícios mais claros de desaceleração da atividade para considerar uma diminuição na intensidade da política monetária", afirmam.

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"Os estímulos programados para os próximos trimestres também complicam a análise do Banco Central, já que será fundamental incorporar tais estímulos às projeções ao longo do tempo e lidar com a incerteza natural na previsão dos impactos na economia à medida que esses estímulos são implementados".

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Fonte: Money Times

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