MP sobre Apostas e Taxação de Títulos Isentos Compensará Recalibragem no IOF, Afirma Haddad

O secretário da Economia, Fernando Haddad, afirmou no domingo (8) que alcançou um entendimento com os representantes do Congresso para “reajustar” o decreto que elevou o Imposto sobre Transações Financeiras (IOF) recentemente, mencionando a tributação de títulos isentos e tarifas mais altas sobre apostas esportivas como contrapartida.

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Durante entrevista coletiva após encontro com líderes partidários, Haddad mencionou que o governo vai apresentar uma medida provisória ainda nesta semana com as propostas que compensarão um novo decreto sobre o IOF, o qual deve diminuir as taxas do projeto original.

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“Essa medida provisória nos permitirá ajustar o decreto do IOF, concentrando-se na dimensão regulatória da nova versão e possibilitando a redução das taxas do projeto inicial”, declarou Haddad ao lado dos líderes em uma coletiva transmitida pela TV Câmara no domingo à noite.

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Conforme o secretário, a MP contemplará tributação de 5% para títulos atualmente isentos, uma tarifação mais elevada para as apostas esportivas e a equiparação das taxas pagas pelas instituições financeiras à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

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O plano será divulgado após o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Brasil, previsto para terça-feira (10).

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“A medida provisória irá regulamentar certos aspectos relacionados à arrecadação... (Um ponto) vai corrigir distorções no sistema de crédito, na tributação de rendimentos sobre títulos”, enfatizou Haddad.

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“Apresentamos aos parlamentares a magnitude desse mercado (de apostas), que permaneceu sem regulamentação por muitos anos... Isso também será abordado nesta medida provisória.”

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“Haverá também uma equiparação das alíquotas dos bancos. Atualmente, as instituições financeiras pagam três alíquotas — 9%, 15% e 20% –, a alíquota de 9% será eliminada”, completou.

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Além da MP, Haddad destacou que governo e Congresso concordaram em debater a redução das isenções fiscais em “pelo menos 10%”, além de revisar propostas de redução dos gastos públicos já em trâmite no Legislativo.

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O anúncio vem após dias de impasse em relação ao decreto governamental que elevou as alíquotas do IOF, gerando reações negativas no mercado financeiro e entre os parlamentares, que ameaçavam revogar a medida.

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Fonte: Money Times

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