Haddad Afirma que Governo Precisa de IOF, Redução de R$ 15 Bilhões em Incentivos Fiscais e MP Tributária para Alcançar Meta

O secretário da Economia, Fernando Haddad, indicou hoje (1) que a concretização da meta fiscal de 2026 requer a execução da ideia que aumentava o Tributo sobre Operações Monetárias (IOF), da medida provisória que ampliava impostos sobre investimentos financeiros e do plano a ser proposto para cortar R$ 15 bilhões em subsídios fiscais.

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Em conversa com repórteres, Haddad mencionou que as ações idealizadas pelo governo, que têm sido objeto de críticas e já provocaram revés no Parlamento, visam corrigir distorções e fechar lacunas do sistema.

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O Congresso revogou, em junho, decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que elevavam alíquotas de IOF em transações de câmbio, crédito e previdência, o que motivou o governo a avaliar recorrer ao Judiciário contra a resolução.

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Mais cedo hoje, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que divulgará às 10h15 o desfecho da análise legal sobre o tema do IOF.

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No diálogo, Haddad assegurou que a decisão a ser adotada pelo governo relacionada a uma possível apelação ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a determinação do Congresso será de natureza técnica e jurídica. Ele frisou que não faria a divulgação adiantada da AGU.

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Em outro aspecto, o governo emitiu uma Medida Provisória que eleva tributações de investimentos atualmente isentos, de entidades financeiras e de Juros sobre Patrimônio Líquido (JCP), além de implementar algumas contenções de gastos. A iniciativa recebeu críticas de parlamentares e de segmentos da economia.

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A discussão envolve também um projeto de lei para diminuir incentivos fiscais de forma uniforme. De acordo com Haddad, o texto ainda está em fase de elaboração e deve ser apresentado somente após o recesso parlamentar deste mês.

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As metas fiscais do governo federal são de equilíbrio primário zero este ano e um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Em ambos os casos, há margem de 0,25 ponto percentual do PIB para mais ou para menos.

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Quanto ao líder da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), crítico à elevação do IOF e responsável por colocar em pauta a revogação da medida na Casa, Haddad mencionou ter realizado uma ligação para o deputado na semana passada e está aguardando uma resposta.

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“O chefe (Motta) frequentou o Ministério da Economia como poucos legisladores, é uma pessoa reconhecida como amiga da pasta, e sabe que tem livre acesso comigo, não tem qualquer obstáculo”, declarou.

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Fonte: Money Times

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